poliTICs 26

Esta edição da PoliTICs traz importantes contribuições sobre a ampliação do acesso à Internet, duas com foco em países africanos. (continua...)

Outubro 2017 | Expediente | Índice

Sobre extensões de mídia criptografadas em HTML5*

Uma questão que tem sido debatida na rede é se o W3C deve endossar o padrão Extensões de Mídia Criptografada EME (EME – Encrypted Media Extensions), que permite que uma página da Web inclua conteúdo criptografado, conectando um sistema existente de Gerenciamento de Direitos Digitais (DRM – Digital Rights Management)  na plataforma subjacente. Algumas pessoas protestaram que "não", mas na verdade decidi que a resposta lógica real é "sim". Como muitas pessoas têm sido tão fervorosas em suas manifestações, sinto que devo a elas explicar a lógica.

Uma carta aberta ao Diretor do W3C, ao CEO, equipe e membros

Caro Jeff, Tim e colegas,
Em 2013, a EFF ficou desapontada ao saber que o W3C assumiu o projeto de padronizar "Extensões de Mídia Criptografadas" (EME), uma API cuja única função era dar um papel de destaque para o DRM no ecossistema de navegação Web. Ao fazê-lo, a organização ofereceu o uso de seu repositório de patentes, o apoio de sua equipe e sua autoridade moral para a ideia de que os navegadores podem e devem ser projetados para ceder o controle sobre aspectos-chave dos usuários às contrapartes remotas.

TV white spaces para o acesso à banda larga nas zonas rurais de Moçambique (Estudo de caso: Distrito de Boane)

O governo moçambicano, através do seu Plano Quinquenal, considera o componente de telecomunicações como um direito básico da sociedade. As tecnologias de informação e comunicação (TICs) resumem-se na capacidade de eletronicamente introduzir, processar, armazenar, retirar, transmitir e receber dados e informações. O uso eficiente das TICs, conduzido pelo acesso à Internet de alta velocidade (banda larga), é amplamente reconhecido como a chave para o crescimento da produtividade e o estímulo da inovação nas aldeias.

Como reduzir custos em redes de fibra óptica de Estados na África*

“Custa mais transmitir dados ao litoral do que para o resto do caminho dos dados à Europa!” Desde a chegada de cabos submarinos de fibra óptica de alta capacidade para as costas africanas em 2009, tenho ouvido essa reclamação repetida em vários países da África Subsaariana. Sete anos depois, há uma grande quantidade de infraestrutura terrestre de fibra óptica na África – mais de um milhão de quilômetros segundo estimativas recentes. Mas grande parte dessa fibra é subutilizada e a principal barreira para sua utilização não é demanda, mas preço.

Do desenvolvimento sustentável ao acesso sustentável

No final de 2016, mais de 3,5 bilhões de pessoas estavam conectadas à Internet, ou 49% da população total do planeta – aproximadamente quatro bilhões de pessoas não tinham até então acesso à Internet. Dos mais de 211 milhões de brasileiros, apenas cerca de 139 milhões (66,4%) têm acesso regular à Internet. No entanto, conectar os ainda desconectados à Internet apresenta desafios substanciais. Um estudo de 2014 da McKinsey & Company identificou quatro barreiras principais à adoção da Internet:

 

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